terça-feira, 27 de março de 2012

O que é e quais os cuidados nutricionais que devem receber os pacientes com gota?

A gota é uma doença reumatológica caracterizada pelo aumento sangüíneo nos níveis de ácido úrico (hiperuricemia). Em geral, quando o organismo decompõe os produtos de excreção das purinas, produz normalmente o ácido úrico, que passa pelo sangue e posteriormente pelo rim para ser eliminado na urina. Em pacientes com gota, não ocorre a excreção do ácido úrico adequadamente, ocorrendo um acúmulo de sua concentração no sangue.


A hiperuricemia é caracterizada por valores de ácido úrico sangüíneo acima de 7,0 mg/dl. Quando a hiperuricemia ocorre, há deposição de cristais de monourato de sódio nas articulações e tecidos circundantes, como na hélice do ouvido, cotovelo, dedão do pé, entre outros. Esse acúmulo pode causar inflamação nos tecidos articulares e levar a sintomas crônicos da artrite, havendo também a possibilidade de se desenvolverem cálculos renais de ácido úrico e, mais tardiamente, doença renal, devido à sobrecarga da função renal. Porém, a hiperuricemia pode desenvolver-se independentemente à gota.


Recomenda-se que pacientes com gota tenham dieta baixa em alimentos que contêm purinas: é necessário reduzir o consumo de sardinha, anchova, frutos do mar, aves domésticas, carnes, miúdos (como rim e fígado), feijão, soja, ervilha e outros. A dieta não pode ser de muito baixa caloria e não deve haver jejum prolongado, pois ambos podem aumentar os níveis de ácido úrico no sangue devido à acidose metabólica e pelo estado de hidratação do compartimento do líquido extracelular, influenciando a reabsorção tubular de íons filtrados e de ácido úrico.


É incentivada a ingestão de líquidos para estimular a excreção de ácido úrico. Também se orienta diminuir o consumo de álcool, pois este leva a hiperuricemia. Uma possível explicação para este fenômeno é de que há competição entre os metabólitos do álcool e do ácido úrico para a excreção renal. Além da dieta orientada, faz parte do tratamento o uso de medicamentos que aumentem a excreção ou diminuam a produção de ácido úrico. 


Retirado do site: http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&categoria=14&id=352

Consumo regular de uvas pode evitar hipertensão, diz estudo



Consumir uvas todos os dias seria bom para prevenir a hipertensão em pessoas que têm a pressão arterial levemente mais alta do que o normal, destacou um estudo clínico divulgado nese domingo durante uma conferência de cardiologia em Chicago.
A investigação indica que a ingestão desta fruta três vezes por dia pode reduzir claramente os índices em indivíduos pré-hipertensos, cuja pressão sistólica se situa entre 120 e 139 mm/Hg, e diastólica entre 80 e 89 mmHg milímetros de mercúrio.

O principal autor do estudo, Harold Bays, diretor do Centro de Investigação de Louiseville (Kentucky) análises clínicas mais avançados para confirmar estes resultados.
"As uvas são repletas de potássio, conhecido por diminuir a pressão arterial", disse Bays.
Este estudo é o primeiro controlado cientificamente de que demonstraria os efeitos positivos desta fruta em pessoas hipertensas.
Os resultados da pesquisa, financiada por uma organização que promove o consumo de uvas e subvencionado por produtores da fruta, foram apresentados durante a 61ª conferência anual da Escola Americana de Cardiologia, um dos maiores fóruns mundiais da especialidade, reunido este fim de semana em Chicago (Illinois, norte dos EUA).

sexta-feira, 23 de março de 2012

Você sabe o que é ácido úrico?

O ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina – proteína contida em muitos alimentos – por ação de uma enzima chamada xantina oxidase. Depois de utilizadas, as purinas são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins. 


Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir :
1) porque sua produção aumentou muito 

2) porque a pessoa está eliminando pouco pela urina 
3) por interferência do uso de certos medicamentos. 



Como consequência dessa taxa de ácido úrico elevada (hiperuricemia), formam-se pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, que se depositam em vários locais do corpo, de preferência nas articulações, mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra região do corpo.
Estudos recentes realizados no Instituto do Coração de São Paulo mostram que níveis elevados de ácido úrico no sangue aumentam o risco de desenvolver acidentes cardiovasculares.
Sintomas
O depósito dos cristais de urato nas articulações, em geral, provoca surtos dolorosos de artrite aguda secundária, especialmente nos membros inferiores (joelhos, tornozelos, calcanhares, dedos do pé), mas pode comprometer qualquer articulação. Nem todas as pessoas com hiperuricemia desenvolverão gota, um tipo de artrite secundária, de caráter genético e hereditário, que acomete mais os homens adultos.
Nos rins, a hiperuricemia é responsável pela formação de cálculos renais (litíase renal) e insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica). 
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza é dado por um exame que mede a concentração de ácido úrico no sangue e exige 8 horas de jejum para ser realizado.
Recomendações
* Beba bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;
* Prefira os alimentos não industrializados; adote uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, leite e derivados;
* Evite o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja que é rica em purina;
* Não se automedique. Consulte um médico para orientar o tratamento e peça ajuda ao nutricionista para eleger uma dieta que ajude a controlar a taxa de ácido úrico e a manter o peso em níveis adequados.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O que é glúten?

O glúten é uma substância fibrosa, elástica, pegajosa, de coloração âmbar, formado pelas proteínas quando a farinha de trigo é misturada com água e submetida a mistura mecânica.
          É o responsável pela retenção dos gases da fermentação, o que promove o crescimento dos pães. Também retém a umidade da massa e do pão depois de assado, além de promover a elasticidades desta.
          Encontrado na farinha (a de trigo é a mais rica neste composto), o glúten é composto por dois grupos de proteínas: as gliadinas e as gluteninas. As primeiras são prolaminas responsáveis pela extensibilidade da massa. Já as gluteninas são as responsáveis pela elasticidade da massa.
          Quando a farinha é misturada com a água, sob esforço mecânico, essas duas proteínas hidratam-se formando um complexo protéico pela sua associação 
através de pontes de hidrogênio, ligações de van der Waals e ligações dissulfito, este complexo é o que chama-se glúten.

          As características desejadas para o glúten podem ser alteradas por diversos fatores como, por exemplo, se o teor de água for insuficiente, não haverá a completa formação deste. A propriedade de extensibilidade pode ser afetada pela falta de lipídios e pelo excesso de oxidação. A resistência do glúten pode diminuir com o excesso mecânico ou com a presença de enzimas proteolíticas, que destroem a cadeia peptídica.



Abacate


Bom dia a todos!

Mais um vez eu escrevo sobre o abacate, aquele que é conhecido como um vilão, será?!

Pois bem, o abacate é basicamente constituído por gorduras monoinsaturadas (gordura boa), 70% de água e deve ser consumido moderadamente por ser muito calórico. 

Apesar de ser calórico, possui vitaminas A, C, B1, B2 e B3,  e minerais, como fósforo, cálcio e ferro. É indicado na alimentação de crianças, para ajudar na formação de ossos e dentes.

Em 100g, possui cerca de 162 kcal.

O abacate pode ser usado em saladas, molhos, vitaminas ou como sobremesa!
Aproveite, sem exagerar!



fonte: http://www.nutricaoemfoco.com.br/pt-br/site.php?secao=alimentos-A&pub=1432

Presença de lanchonetes em escolas dificulta mudança alimentar dos alunos


Publicado em 21/03/2012
A preocupação dos ministérios da Saúde e da Educação com o aumento descontrolado da obesidade no Brasil principalmente entre as crianças tem refletido em mudanças nos cardápios das escolas da rede pública brasileira. Porém, o esforço das secretarias estaduais de educação em formular refeições equilibradas muitas vezes esbarra na presença de lanchonetes repletas de produtos industrializados e calóricos para atrair os alunos nos intervalos das aulas. Especialistas ouvidos pelo Correio avaliam que esse é o grande vilão à saúde das crianças. Atualmente, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os únicos estados que mantêm leis para regulamentar a venda de alimentos nesses locais.

Segundo Rosane Maria Nascimento da Silva, coordenadora da área técnica do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), apesar da alta incidência de obesidade na idade escolar, não há perspectiva da aprovação de uma lei nacional para regulamentar a venda de alimentos pouco saudáveis nas lanchonetes das escolas. O MEC, inclusive, não inclui nos dados do Censo da educação básica o número de escolas públicas que têm lanchonetes, que são terceirizadas. Hoje, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos está acima do peso. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta que é preciso inverter esse quadro o mais rápido possível. “Queremos discutir como a escola pode ajudar na construção de hábitos mais saudáveis. Acreditamos que uma criança e um adolescente bem orientados influenciam os pais dentro de casa.”

Autor/Fonte: Correio Braziliense 

http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=nutricaonamidia&pub=1057